“Carta a uma
Nação”
Orgulha-te por
tuas sinas postais,
És o Rei dos
magníficos carnavais,
Em alto mar,
Revela tuas
virtudes à milhões de admiradores,
Isso não
podemos negar.
Mas é do centro desse relento que já não consegue
nos enxergar.
Nos envergonhamos
por sua falta de pudor,
E é nas aguas
salgadas profundas das outras nações,
Que o teu
talento é tratado com mais amor.
tuas paixões
até então são chamadas de carroças,
Ninguém quer
regressar às roças,
Pois é
improrrogável uma purificação geral,
Sem abusivas
doses de Uísque
Para que
teus hidrômetros funcione de um jeito normal
Sentimos fadiga por sermos tolos parciais
Dos outros,
não carecemos de consolos mendigais
Desperta para
teus filhos guerreiros,
Não somos
Pátria só de artilheiros.
Não nos
designe autoria por tua falta de comando,
Não
almejamos que te apelidem de um bando,
Para que
possamos persistir te amando.
Não atire
esta carta na teia dos seus mentores,
Quem te
escreve, são teus fieis trabalhadores,
Permanecemos
iminentes enfermos e decadentes,
Focalize com
urgência as lentes de sua mente.
Pois se teus
mistérios continuarem no fogaréu de palhas,
Afundará cada
vez mais no lamaçal irrigado por uma corja de canalhas,
E em tempo
algum serás merecedor de dignas medalhas.