quinta-feira, 3 de dezembro de 2015



“Carta a uma Nação”
Orgulha-te por tuas sinas postais,
És o Rei dos magníficos carnavais,
Em alto mar,
Revela tuas virtudes à milhões de admiradores,
Isso não podemos negar.                                                                                                            
Mas é  do centro desse relento que já não consegue nos enxergar.
Nos envergonhamos por sua falta de pudor,
E é nas aguas salgadas profundas das outras nações,
Que o teu talento é tratado com mais amor.
tuas paixões até então são chamadas de carroças,
Ninguém quer regressar às roças,
Pois é improrrogável uma purificação geral,
Sem abusivas doses de Uísque
Para que teus hidrômetros funcione de um jeito normal
 Sentimos fadiga por sermos tolos parciais
Dos outros, não carecemos de consolos mendigais
Desperta para teus filhos guerreiros,
Não somos Pátria só de artilheiros.             
Não nos designe autoria por tua falta de comando,
Não almejamos que te apelidem de um bando,
Para que possamos persistir te amando.
Não atire esta carta na teia dos seus mentores,
Quem te escreve, são teus fieis trabalhadores,
Permanecemos iminentes enfermos e decadentes,        
Focalize com urgência as lentes de sua mente.
Pois se teus mistérios continuarem no fogaréu de palhas,
Afundará cada vez mais no lamaçal irrigado por uma corja de canalhas,
E em tempo algum serás merecedor de dignas medalhas.